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Uso de Internet, televisão e celular no Brasil

Confira os dados sobre o uso da “Tecnologia da Informação e Comunicação – TIC” no Brasil em 2017, ou seja, as questões relativas ao acesso à internet e à televisão e posse de telefone móvel celular para uso pessoal.

Internet chega a três em cada quatro domicílios do país

Em 2017, a Internet era utilizada em 74,9% dos domicílios brasileiros, estando disseminada na maioria dos domicílios em todas as Grandes Regiões, como pode ser visto no gráfico a seguir:

Domicílios em que havia utilização da Internet (%): Brasil 74,9%; Região Norte 68,4%; Região Nordeste 64%; Região Sudeste 81,1%; Região Sul 76,7%; Região Centro-oeste 79,6% (Fonte: IBGE, PNAD Contínua 2017)

Nas residências em que não havia utilização da Internet, os motivos que mais se destacaram para não usá-la foram:

  • falta de interesse em acessar a Internet (34,9%);
  • o serviço de acesso à Internet era caro (28,7%); e
  • nenhum morador sabia usar a Internet (22,0%).

Dentre os domicílios localizados em área rural, também se destacou a indisponibilidade do serviço de internet na área (21,3%). Confira no gráfico a distribuição dos motivos para não utilização na Internet entre domicílios de áreas urbanas e rurais:

Domicílios em que não havia internet, por motivo (%): Zona rural - 25,4% falta de interesse em acessar; 24,6% nenhum morador sabia usar; 21,3% serviço não estava disponível na área do domicílio; 20,4% serviço era caro; 4,9% equipamento necessário para acessar era caro; 3,4% outro motivo / Zona urbana - 39,3% falta de interesse em acessar; 30,6% nenhum morador sabia usar; 22,8% serviço era caro; 3,2% equipamento necessário para acessar era caro; 3,0% outro motivo; 1,2% serviço não estava disponível na área do domicílio (Fonte: IBGE, PNAD Contínua 2017)

Entre os brasileiros de 10 anos ou mais de idade, 69,8% utilizaram a Internet no período de referência da pesquisa. Os menores percentuais foram observados nas Regiões Nordeste (58,4%) e Norte (60,1%). Veja no infográfico a seguir as diferenças encontradas entre as Regiões e também por sexo e local do domicílio (área rural ou urbana):

Pessoas (acima de 10 anos de idade) que utilizaram a internet (%): Brasil 69,8%; Região Centro-oeste 76,6%; Região Sudeste 76,5%; Região Sul 73,2%; Região Norte 60,1%; Região Nordeste 58,4% (Fonte: IBGE, PNAD Contínua 2017)

Celular é o equipamento mais usado para o acesso à Internet

Em 98,7% dos domicílios em que havia acesso à Internet, o telefone móvel celular era utilizado para este fim. Em seguida, estava o microcomputador (52,3%). A televisão foi usada em 16,1% dos domicílios em que havia acesso à Internet, e o tablet em 15,5%.

Observe no quadro a seguir o aumento, em relação a 2016, na porcentagem de domicílios que acessam por meio de celular e de televisão, bem como a diminuição na porcentagem daqueles em que o acesso é feito por meio de microcomputador e por tablet:

Equipamento utilizado para acessar a Internet no domicílio: 98,7% Telefone móvel celular; 52,3% Microcomputador; 16,1% Televisão; 15,5% Tablet (Fonte: IBGE, PNAD Contínua 2017)

Principal finalidade do uso da Internet é a troca de mensagens

Dentre as finalidades do acesso à Internet investigadas, a que mais se destacou foi a de enviar ou receber mensagens de texto, voz ou imagens, indicada por 95,5% das pessoas de 10 anos ou mais de idade que utilizaram a rede.

Conversar por chamadas de voz ou vídeo, foi apontada por 83,8% dessas pessoas, vindo logo em seguida assistir a vídeos, inclusive programas, séries e filmes (81,8%) e, por último, enviar ou receber e-mail (66,1%). Confira no gráfico a seguir as principais finalidades no acesso à Internet no Brasil e em cada uma das Grandes Regiões:

Pessoas que acessaram a internet, por finalidade do acesso (Brasil): 95,5% Enviar ou receber mensagens de texto, voz ou imagens por aplicativos diferentes de e-mail; 83,8% Conversar por chamadas de voz ou vídeo; 81,8% Assistir a vídeos, inclusive programas, séries e filmes; 66,1% Enviar ou receber e-mail (Fonte: IBGE, PNAD Contínua 2017)

Posse de microcomputador, tablet, telefone fixo e celular

Constatou-se a existência de microcomputador em 43,4% dos domicílios brasileiros. Já os domicílios com existência de tablet representaram somente 13,7%.

Em 5,1% das residências não havia qualquer tipo de telefone. O telefone fixo convencional estava presente em 31,5% dos domicílios, sendo que a parcela em que existia somente o aparelho fixo baixou ainda mais, chegando a 1,7%. Por outro lado, a parcela das residências em que havia somente celular alcançou 63,4%. Da população de 10 anos ou mais de idade, 78,2% tinha telefone móvel celular para uso pessoal.

Domicílios com telefone móvel celular e com telefone fixo convencional: Brasil – 93,2% com celular; 31,5% com fixo / Centro-oeste – 96,9% com celular; 28,3% com fixo; Sul – 95,4% com celular; 35,3% com fixo; Sudeste – 94,4% com celular; 45,9% com fixo; Nordeste – 89,9% com celular; 12,3 % com fixo; Norte – 89,7% com celular; 10,6% com fixo (Fonte: IBGE, PNAD Contínua 2017)

Dentre os motivos alegados pelas pessoas que não têm aparelho celular, os quatro que se destacaram foram:

  • o aparelho telefônico era caro (25,7%);
  • costumavam usar o telefone móvel celular de outra pessoa (23,2%);
  • falta de interesse em ter telefone móvel celular (21,3%); e
  • não sabiam usar telefone móvel celular (19,4%).

Televisão está em quase todos os domicílios, mas cerca de 6% das residências com TV ainda dependem do sinal analógico

Em 3,3% dos domicílios do país não havia televisão em 2017, enquanto que, em 2016, eram 2,8%. A Região Norte continuou detendo o maior percentual de domicílios sem televisão (7,2%), enquanto a Região Sudeste permaneceu com o mínimo deste indicador (2,2%).

De 2016 para 2017, observou-se aumento substancial no número de domicílios em que havia televisão de tela fina no país (de 45 milhões para 49 milhões). Por outro lado, o número de domicílios com televisão de tubo declinou acentuadamente (de 31 milhões, em 2016, para 27 milhões, em 2017).

Dessa forma, em 2017, a parcela de domicílios com televisão de tela fina foi de 69,7%, enquanto a que tinha televisão de tubo ficou em 38,9%. Os movimentos, de crescimento de domicílios em que havia televisão de tela fina e declínio de domicílios em que havia televisão de tubo, ocorreram em todas as Grandes Regiões.

Mesmo na Região Nordeste, onde em 2016 as TVs de tela fina e de tubo apresentaram porcentagens semelhantes, foi observada uma diferença expressiva entre os dois tipos de equipamento. Assim, em todas as Grandes Regiões, o percentual de domicílios com televisão de tela fina foi superior ao de domicílios com TV de tubo, como pode ser observado no infográfico a seguir.

Entretanto, mesmo com a modernização dos aparelhos, ainda há uma grande massa de potenciais excluídos pela extinção do sinal de TV analógico, que está sendo gradualmente substituído pelo digital. Em 2017, 79,8% dos domicílios tinham TVs com conversores (embutidos ou não), situação que permite a sintonização do sinal digital sem necessidade de outro meio. Já os que não tinham o conversor nem alguma alternativa (antena parabólica ou TV por assinatura) eram 6,2% dos domicílios com televisão.

 

Quer saber mais?

O suplemento “Tecnologia da Informação e Comunicação – TIC” se baseia em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - PNAD Contínua, coletados no quarto trimestre de 2017 pelo IBGE.

A PNAD visita casas de brasileiros selecionadas aleatoriamente dentro de critérios estatísticos e faz perguntas sobre questões importantes para entender o país. No caso deste suplemento, foram investigados especificamente os aspectos de acesso à internet e à televisão e posse de telefone móvel celular para uso pessoal.

Para se aprofundar nos resultados da pesquisa, acesse os links a seguir:

Agência IBGE de Notícias Smart TVs crescem, mas 11,9 milhões brasileiros ainda dependem de sinal analógico

Canal do IBGE no YouTube Como as crianças de hoje em dia reagem a um aparelho de rádio do século passado?

Portal do IBGE PNAD Contínua 2017 - Acesso à Internet e à televisão e posse de telefone móvel celular para uso pessoal (boletim de divulgação da pesquisa, de onde foram retirados os infográficos publicados neste Especial)