Em Aracaju, IBGEeduca promove oficina com foco em dados para prova de redação do Enem
17/03/2026
O projeto “IBGEeduca: aplicando os dados do IBGE à redação” teve sua primeira experiência piloto no Colégio G8, em Aracaju (SE), no último dia 12 de março. Idealizada por duas servidoras da Superintendência Estadual do IBGE em Sergipe (SES/SE), a iniciativa leva ferramentas digitais do IBGE para a sala de aula com o objetivo de auxiliar estudantes que vão prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a transformarem as estatísticas oficiais em um dos alicerces para o desenvolvimento da redação.
O superintendente Fábio de Albuquerque fez a abertura da atividade. Foto: SES/SE
Nesta primeira edição, cerca de 130 estudantes dos 1º e 2º anos do Ensino Médio da escola aracajuana participaram. Depois de uma apresentação sobre o IBGE, os alunos foram provocados a encontrar dados sobre temas sociais na plataforma Panorama Censo por meio dos seus próprios dispositivos móveis (celulares e tablets). Em seguida, eles expuseram voluntariamente ideias de como explorar seus achados numa redação.
O projeto é um dos pilares para intensificar o relacionamento do IBGE com a sociedade. “Não adianta nada a gente produzir tudo isso e ninguém conhecer. Os dados que a gente divulga é para ajudar as pessoas a entenderem a realidade, que faz parte da nossa missão institucional”, declarou Fábio de Albuquerque, superintendente do IBGE em Sergipe, aos estudantes do G8.
“Os anos em sala ministrando aulas de Redação com foco no Enem me mostraram que muitos jovens queriam usar dados do IBGE como repertório sociocultural, mas não sabiam como buscá-los. Então, ao ingressar no órgão, em julho, achei que este poderia ser um braço do IBGEeduca da superintendência em Sergipe”, reforçou Paloma Abdallah, chefe da Seção de Disseminação de Informações do Sergipe (SDI/SE), uma das responsáveis pela elaboração do projeto.
Paloma Abdallah apontou como os dados poderiam ajudar em provas de Redação. Foto: SES/SE
Para Paloma, a atividade desenvolvida cumpre dois papéis importantes: ajudar os estudantes a conhecer melhor a realidade do país para elaborar textos dissertativo-argumentativos mais embasados, além de ampliar o diálogo do órgão com a sociedade.
No fim da aula, o uso da plataforma “Nomes do Brasil” animou as turmas. Muitos ficaram curiosos em saber quantos tinha seu sobrenome e em qual estado estavam essas pessoas. “Hoje, foi plantada uma semente em cada um quanto à valorização dos dados oficiais e quanto à reflexão acerca dos múltiplos retratos do Brasil, permitindo que eles produzam redações com maior qualidade argumentativa”, enfatizou Natália Guimarães, chefe da Seção de Pesquisas Estruturais Domiciliares da SES/SE e também idealizadora do projeto.
Natália Guimarães destacou a curiosidade dos alunos em relação às plataformas do IBGE. Foto: SES/SE
Avaliação de professores
Há sete anos como professora de Redação, Ralyne Fonseca acompanhou sua turma de 2º ano na atividade e reconheceu a relevância do projeto para o desempenho dessa habilidade e para conhecer mais o IBGE. “Trazer esse projeto para as escolas, além de aproximar do estudante com o Estado, com as iniciativas estatais, amplia os horizontes, conseguimos entender a importância da pesquisa, verídica, da verificação de fontes para o contexto da argumentação, da mobilização de repertórios, então imagino que eles podem ter aproveitado bastante”, disse.
Na avaliação de Leandro Gomes, professor de biologia, a diversidade de dados oferecidos possibilita também uma leitura crítica do Brasil. “Para os alunos do Ensino Médio, é importante principalmente porque eles podem levar essa vivência pra vida e podem trazer esse conhecimento para a sala de aula, para a redação, para a própria biologia”, finalizou.