PeNSE 2024: a maioria das violências sexuais ocorre com as meninas
23/06/2026
A 5ª edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), produzida pelo instituto em parceria com o Ministério da Saúde e com o apoio do Ministério da Educação, analisou as violências sofridas pelos estudantes de 13 a 17 anos nas formas física, psicológica e sexual. E os dados apontam para a vulnerabilidade das meninas em relação à violência sexual.
Vamos ver?
Em 2024, 18,5% dos estudantes informaram terem passado por situação em que alguém o tocou, manipulou, beijou ou expôs partes do corpo contra a sua vontade alguma vez na vida, sendo mais reportado pelas meninas: 26,0%. Esse percentual é mais de o dobro do registrado para os meninos (10,9%).
Em relação às situações de assédio sexual, foram mais reportadas por adolescentes com 16 e 17 anos de idade (20,9%). Na faixa de 13 a 15 anos o percentual foi 17,1%. E o Amapá registrou o maior percentual estudantes que já sofreram assédio sexual (26,3%), sendo mais elevado entre as meninas (35,7%).
A pesquisa também investigou a relação sexual não consentida. Em 2024, o percentual de estudantes que foram obrigados a terem relações sexuais foi 8,8%, indicando um aumento em relação a 2019. As meninas e estudantes da rede pública foram os que mais reportaram esse tipo de violência, 11,7% e 9,3%, respectivamente.
Dentre os 1,1 milhão de adolescentes que foram forçados a terem relações sexuais contra a vontade, a maioria (66,2%) tinha 13 anos ou menos quando sofreu a violência.
Sobre a PeNSE
A PeNSE foi a campo em 2024 quando entrevistou alunos de escolas públicas e privadas de 13 a 17 anos em municípios selecionados numa amostra.
Seu objetivo era investigar atitudes, hábitos e cuidados de saúde destes adolescentes, sendo um estudo de referência para acompanhar o desenvolvimento físico, emocional e social desta parcela da população.
Quer saber mais? Veja em:
Link para publicação:
https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&id=2102266