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Temas: Tecnologia, Nerd

Confira os dados sobre o uso da “Tecnologia da Informação e Comunicação – TIC” no Brasil em 2018, ou seja, as questões relativas ao acesso à internet e à televisão e posse de telefone móvel celular para uso pessoal.

Internet chega a oito em cada dez domicílios do País

Em 2018, a Internet era utilizada em 79,1% dos domicílios brasileiros. Um crescimento considerável, se comparado ao ano de 2017 (74,9%). A maior parte desses domicílios fica concentrada nas áreas urbanas das Grandes Regiões do país, conforme mostra o gráfico abaixo:

Nas residências em que não havia utilização da internet, os motivos que mais se destacaram para a não utilização foram:

  • falta de interesse em acessar a Internet (34,7%); 
  • o serviço de acesso à Internet era caro (25,4%); e
  • nenhum morador sabia usar a Internet (24,3%).

Dentre os domicílios localizados em área rural, um dos principais motivos da não utilização da Internet continua sendo a indisponibilidade do serviço (20,8%).

Confira no gráfico a distribuição dos motivos para a não utilização da Internet entre domicílios de áreas urbanas e rurais:

Entre os brasileiros com 10 anos ou mais de idade, a utilização da Internet subiu de 69,8%, em 2017, para 74,7%, em 2018, segundo dados coletados no período de referência da pesquisa. Assim como nos dois anos anteriores, os menores percentuais de pessoas que utilizaram a Internet foram observados na Região Nordeste (64%) e na Região Norte (64,7%).

O infográfico abaixo mostra as diferenças encontradas entre as Regiões e também por idade e local do domicílio (área rural ou urbana):

Celular é o equipamento mais usado para o acesso à Internet

No ano de 2018, em 99,2% dos domicílios que havia acesso à internet, o telefone móvel celular era utilizado para este fim. O uso do telefone celular já está próximo da totalidade dos domicílios como o meio principal de acesso à Internet. O percentual de utilização do microcomputador nos domicílios em que havia acesso à Internet vem em seguida, com 48,1%. O acesso através da televisão subiu de 16,1%, em 2017, para 23,3%, em 2018. Esse movimento de crescimento ocorreu em todas as Grandes Regiões do país. E o tablet, como meio de acessar a Internet, era utilizado em 13,4% dos domicílios que tinham acesso à rede.

O quadro abaixo demonstra que a porcentagem de domicílios que acessam a Internet por meio de celular e de televisão aumentou, enquanto a porcentagem de domicílios em que o acesso à Internet é por meio de microcomputador ou tablet diminuiu:

Principal finalidade do uso da Internet é a troca de mensagens

Dentre os objetivos do acesso à Internet pesquisados, o envio e recebimento de mensagens de texto, voz ou imagens por aplicativos (não e-mail) continua sendo o principal, indicada por 95,7% das pessoas com 10 anos ou mais de idade que utilizaram a rede.

Conversar por chamadas de voz ou vídeo foi apontada por 88,1% dessas pessoas; vindo logo em seguida, assistir a vídeos, inclusive programas, séries e filmes (86,1%); e, por último, enviar ou receber e-mail (63,2%). Confira no gráfico a seguir as principais finalidades no acesso à Internet no Brasil e em cada uma das áreas (rural e urbana):

Posse de microcomputador, tablet, telefone fixo e celular

Em 41,7% dos domicílios brasileiros constatou-se a existência de microcomputador, no ano de 2018. O número sofreu um declínio se comparado ao ano de 2017 (43,4%). Já os domicílios que continham tablet, a pesquisa aponta um percentual de apenas 12,5%.

Em 5,1% das residências não havia qualquer tipo de telefone. O telefone fixo convencional estava presente em 28,4% dos domicílios. Por outro lado, a parcela das residências em que havia aparelho celular alcançou 93,2%. Da população com 10 anos ou mais de idade, 79,3% tinha telefone móvel celular para uso pessoal.

Dentre os motivos alegados pelas pessoas com 10 anos ou mais de idade que não têm aparelho celular, os quatro que se destacaram foram:

  • o aparelho telefônico era caro (28%);
  • falta de interesse em ter telefone móvel celular (24,2%);
  • não sabiam usar telefone móvel celular (19,8%); e
  • costumavam usar o telefone móvel celular de outra pessoa (16,6%).

Televisão está em quase todos os domicílios mas sofreu pequena retração

De todos os domicílios pesquisados em 2018, em 96,4% havia um aparelho de televisão. O número diminuiu em relação ao ano anterior, quando o percentual era de 96,7%. A Região Norte continuou detendo o menor percentual de domicílios com televisão (92,3%), enquanto a Região Sudeste permaneceu com o máximo deste indicador (97,8%).

De 2017 para 2018, observou-se um aumento substancial no número de domicílios brasileiros em que havia televisão de tela fina (de 49 milhões para 53 milhões). Por outro lado, o número de domicílios com televisão de tubo declinou (de 27milhões, em 2017, para 23 milhões, em 2018).

Dessa forma, a parcela de domicílios com televisão de tela fina subiu de 69,8% para 74,3% entre 2017 e 2018, enquanto os que tinham televisão de tubo caiu de 38,8% para 31,9%. Os movimentos, de crescimento de domicílios em que havia televisão de tela fina e declínio de domicílios em que havia televisão de tubo, ocorreram em todas as Grandes Regiões.

Mesmo com a modernização dos aparelhos e a implantação do sinal digital, que ainda estava em andamento em 2018, ainda há uma grande massa de potenciais excluídos pela extinção do sinal de TV analógico, que está sendo gradualmente substituído pelo digital. Em 2017, 79,8% dos domicílios tinham TVs com conversores (embutidos ou não). Já em 2018, este percentual subiu para 86,6%. Das Grandes Regiões do país, a Região Sudeste detém o maior percentual de domicílios com TVs com conversor que estavam recebendo o sinal digital de televisão aberta em 2018 (81,9%) e o mais baixo pertence à Região Nordeste (62,3%).

Quer saber mais?

O suplemento “Tecnologia da Informação e Comunicação – TIC” se baseia em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - PNAD Contínua, coletados no quarto trimestre de 2018 pelo IBGE.

 

A PNAD visita casas de brasileiros selecionadas aleatoriamente dentro de critérios estatísticos e faz perguntas sobre questões importantes para entender o país. No caso deste suplemento, foram investigados especificamente os aspectos de acesso à internet e à televisão e posse de telefone móvel celular para uso pessoal.

 

Para se aprofundar nos resultados da pesquisa, acesse os links a seguir:

Agência IBGE de Notícias

Rendimento impacta acesso da população a bens tecnológicos e internet

TV Digital avança, mas canal por assinatura ainda é considerado caro

Portal do IBGE

PNAD Contínua 2018 - Acesso à Internet e à televisão e posse de telefone móvel celular para uso pessoal (boletim de divulgação da pesquisa, de onde foram retirados os infográficos publicados neste Especial)