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Por dentro do “desemprego”
22/04/2026Você já sabe que o IBGE realiza o Censo Demográfico a cada dez anos para investigar inúmeras informações sobre todos os domicílios do país, incluindo a situação do mercado de trabalho. Mas o que talvez você não saiba é que este assunto, que tem tudo a ver com desemprego, é investigado em outra pesquisa, e que acontece todo ano. Estamos falando da Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua.
É ela que mostra quantas pessoas estão desempregadas no Brasil. E o que é conhecido popularmente como “desemprego” aqui muda para o conceito de “desocupação”.
A PNAD Contínua acompanha, a cada trimestre, a ocupação, a desocupação, o rendimento, a informalidade, entre outras coisas, em cada estado e para o Brasil. E como isso ocorre? Os pesquisadores do IBGE visitam domicílios pré-selecionados através de uma “amostra” e entrevistam seus moradores.
Vamos entender melhor?
Emprego, desemprego e força de trabalho
O desemprego é a situação momentânea de pessoas acima de 14 anos disponíveis para começar um trabalho, que tentam encontrar um, porém não encontram.
De acordo com a metodologia usada pelo IBGE, na PNAD Contínua, a pessoa que exerceu algum trabalho remunerado na semana de referência da pesquisa, mesmo que por apenas uma hora, é considerada “ocupada”. Estão incluídos aí os trabalhadores familiares que ajudaram financeiramente em alguma atividade econômica.
Já o “desocupado” é aquela pessoa que não estava trabalhando, mas procurou trabalho nos últimos 30 dias (considerando-se a semana de referência da pesquisa), estando, portanto, disponível e em condições para trabalhar.
Os “ocupados” e “desocupados” fazem parte da força de trabalho da sociedade. Mas e as crianças; jovens que só estudam; donas de casa e os aposentados que não trabalham? Onde eles estão? Essas pessoas que não estavam ocupadas nem procuravam por trabalho e até aquelas que desistiram de procurar estão fora da força de trabalho.
Setores de ocupação no Brasil
Para pesquisar a desemprego no Brasil, vamos conhecer os tipos de ocupação:
- Aquele que trabalha no setor privado com carteira assinada.
- Aquele que trabalha no setor privado, mas não tem carteira assinada (trabalho informal).
- Trabalhador por conta própria que não tem empregados. Exemplo: motoristas e entregadores por aplicativo.
- Aquele que é proprietário de um negócio com, pelo menos, um empregado.
- Aquele trabalhador familiar auxiliar que trabalha sem remuneração em um negócio familiar.
- Militares e funcionários públicos estatutários. Eles estão no chamado “setor público”.
Taxa de desemprego ou taxa de desocupação?
Você já deve ter ouvido falar que a taxa de desemprego no Brasil é x. Com base nos resultados da PNAD Contínua, nós divulgamos essa taxa com o nome de taxa de desocupação ou porcentagem de pessoas que fazem parte da força de trabalho e que estão desempregadas.
As divisões do mercado de trabalho
Para pesquisar o desemprego, o IBGE dividiu primeiramente a população total entre os que têm ou não têm idade para trabalhar, ou seja, quem tem mais de 14 anos e quem tem menos.
Vamos ver?

*Força de trabalho potencial: aqueles que não estão na força de trabalho, mas possuem um potencial para serem integradas a esta força, formando, então, a força de trabalho potencial.
*Fora da força de trabalho potencial: são as donas de casa que não trabalham fora; adolescentes em idade escolar; aposentados e outras pessoas que não têm interesse ou condições de trabalhar.
*Subocupados por insuficiência de horas trabalhadas: trabalhadores que têm jornada de trabalho inferior a 40 horas semanais, mas gostariam de trabalhar mais horas e estão disponíveis para isso.
*Desalentados: pessoas que gostariam de trabalhar e estariam disponíveis, porém não procuraram trabalho por acharem que não encontrariam.
Taxa de subutilização da força de trabalho
Seguindo as recomendações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o IBGE mede a taxa de subutilização da força de trabalho. Ela engloba os desocupados, a força de trabalho potencial e os subocupados por insuficiência de horas.
Essa taxa corresponde à porcentagem que esta subutilização representa dentro da força de trabalho ampliada (pessoas na força de trabalho somadas à força de trabalho potencial).
Outros temas
Além do mercado de trabalho, a PNAD Contínua traz temas e tópicos suplementares que são pesquisados em trimestres específicos do ano, como, por exemplo: Educação; Acesso à televisão e à internet e posse de telefone móvel celular para uso pessoal; Habitação; Características gerais dos moradores; Informações adicionais da força de trabalho; Outras formas de trabalho (afazeres domésticos, cuidados de pessoas, produção para o próprio consumo e trabalho voluntário); Trabalho de Crianças e Adolescentes e Rendimentos de outras fontes.
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