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Bullying aumentou nas escolas brasileiras em 2024

Você já deve ter ouvido falar em “bullying” que é caracterizado por comportamentos agressivos repetitivos e intencionais, que representam desequilíbrio de poder entre os envolvidos. No âmbito escolar pode afetar a autoestima e aprendizagem, comprometendo a vida dos estudantes significativamente a ponto de influenciar a permanência deles no ambiente.

Mas você sabia que o IBGE investiga esse comportamento numa pesquisa? Sim, na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), produzida pelo instituto em parceria com o Ministério da Saúde e apoio do Ministério da Educação. Na sua 5ª edição a pesquisa traz novos resultados importantes sobre o bullying nas escolas brasileiras.

Vamos ver alguns deles?

O IBGE perguntou, nos 30 dias antes da pesquisa, quantas vezes algum dos colegas “o esculachou, zoou, magoou, intimidou ou caçoou a ponto de ficar magoado, incomodado, aborrecido, ofendido ou humilhado” e a resposta foi que 27,2% dos jovens relataram ter sofrido tanto, que ficaram magoados,  ofendidos ou humilhados duas ou mais vezes. Ou seja, mais de um quarto dos estudantes vivenciaram situações recorrentes de bullying, nos últimos 30 dias anteriores à pesquisa. Tal índice aumentou 23% em relação à edição da PeNSE de 2019.

As meninas são as principais vítimas de bullying nas escolas, ficando o índice entre elas de 30,1%, contra 24,3% dos meninos. E elas apresentam percentuais mais elevados em todas as regiões brasileiras, com destaque para o Sudeste com 31,1%.

A aparência do rosto ou do cabelo (30,2%) e do corpo (24,7%) foram os principais motivos declarados pelos jovens de terem sofrido bullying.

Sobre os agressores, 13,7% dos estudantes declararam ter praticado bullying nos últimos 30 dias anteriores à pesquisa. Desse total, 16,5% eram meninos e 10,9%, meninas.

bullying ocorre tanto entre estudantes de escolas públicas quanto de privadas, com diferença mínima entre ambas tanto para quem sofre como para quem pratica, mostrando que tal comportamento é um problema recorrente independentemente do tipo de estabelecimento de ensino.

A PeNSE 2024 também investigou a ameaça de bullying cibernético sofrida pelos adolescentes: nas redes sociais atinge cerca de um em cada oito adolescentes no Brasil (12,7%).

As meninas são as mais afetadas (15,2%) em comparação com os meninos (10,3%). E os alunos da rede pública (13,4%) declararam ter sofrido bullying online mais do que os da rede privada (9,4%).

A região Norte apresentou o maior percentual do País (15,8%) de adolescentes que declararam sofrer bullying cibernético.

Sobre agressores declarados desta prática, eles existem em ambas as dependências administrativas das escolas, com percentuais próximos: rede pública (13,4%) e rede privada (9,4%).

Sobre a PeNSE 

A PeNSE foi a campo em 2024 quando entrevistou alunos de escolas públicas e privadas de 13 a 17 anos em municípios selecionados numa amostra.

Seu objetivo era investigar atitudes, hábitos e cuidados de saúde destes adolescentes, sendo um estudo de referência para acompanhar o desenvolvimento físico, emocional e social desta parcela da população.

Quer saber mais? Veja em:

https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/46171-5-edicao-da-pense-meninas-sao-as-maiores-vitimas-de-violencia-sexual

Link para publicação:

https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&id=2102266