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Consumo de cigarro eletrônico cresce entre os jovens

Você já deve ter visto ou ouvido falar em “vaper” ou “pod” (dispositivos de inalação que usam componentes eletrônicos para aquecer e vaporizar líquidos compostos por diversos sabores e nicotina) ou, simplesmente, “cigarros eletrônicos”.

Inserido pela indústria do tabaco como uma alternativa ao cigarro tradicional, o eletrônico é um grande desafio de saúde pública, por ser vendido como um produto de baixa toxicidade, o que não condiz com a realidade. Além disso, sua comercialização é proibida no Brasil, mas, mesmo assim, seu consumo entre adolescentes aumentou, atraídos pelo cheiro e sabor.

A 5ª edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), produzida pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde e com o apoio do Ministério da Educação, traz resultados sobre consumo de cigarros comum e eletrônico, álcool e outras drogas.

Vamos ver?

Cigarros

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo, sendo o consumo do tabaco um fator de risco para doença cardiovascular, doença respiratória crônica, câncer e diabetes. As quatro juntas são responsáveis por 70% de todas as mortes anuais no mundo.

A população mundial está até fumando menos, mas ainda está longe de parar. O relatório global de 2025 da OMS mostra que o número de usuários de tabaco caiu de 1,38 bilhão em 2000 para 1,2 bilhão em 2024.

Em relação ao grupo etário de 13 a 17 anos pesquisado na PeNSE 2024, o percentual dos estudantes que fumaram cigarro alguma vez na vida foi de 18,5%, o que mostra uma queda em relação a 2019 (ano da penúltima edição da pesquisa), quando se observou o percentual de 22,6%.

Cerca de 29,6% dos adolescentes já experimentaram cigarro eletrônico, revelando um crescimento em relação a 2019 (16,8%). E esse aumento ocorreu de forma generalizada em todas as grandes regiões do país, permanecendo o Centro-Oeste (42,0%) e o Sul (38,3%) com os maiores percentuais.

Álcool

De acordo com a Organização Pan-americana de Saúde (OPAS/OMS), o consumo de álcool está diretamente associado a mais de 200 doenças (como cirrose, doenças cardiovasculares, câncer etc.), a lesões resultantes de violência e a acidentes de trânsito, além do desenvolvimento de distúrbios mentais e comportamentais.

A experimentação de bebidas alcoólicas foi investigada na PeNSE, perguntando ao adolescente se alguma vez na vida já havia tomado uma dose de bebida alcoólica. O resultado indicou 53,6% em 2024, menor que os 63,3% em 2019.

No recorte por sexo, meninas lideraram a experimentação de álcool entre adolescentes: 57,5% delas já haviam experimentado bebidas alcoólicas, contra 49,7% dos meninos. Em relação a 2019 - 66,9% das meninas e 59,6% dos meninos -, o padrão de maior consumo entre elas permanece.

Outras drogas

Segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2023, cerca de 316 milhões de pessoas no mundo haviam usado drogas no último ano, representando um aumento na última década.

A PeNSE investigou o uso de drogas ilícitas como cocaína, crack e maconha, cujo uso, produção e comercialização são proibidos no Brasil.

O percentual de estudantes de 13 anos ou menos que utilizou drogas pela primeira vez foi de 2,7%, em 2024, valor inferior ao apresentado em 2019 (4,3%). A precocidade na experimentação é mais frequente entre os meninos (3,1%) do que entre as meninas (2,2%), além disso, os estudantes da rede pública (3,0%) estão expostos mais cedo à drogas ilícitas do que os da rede privada (1,3%)

Sobre a PeNSE 

A PeNSE foi a campo em 2024 quando entrevistou alunos de escolas públicas e privadas de 13 a 17 anos em municípios selecionados numa amostra.

Seu objetivo era investigar atitudes, hábitos e cuidados de saúde destes adolescentes, sendo um estudo de referência para acompanhar o desenvolvimento físico, emocional e social desta parcela da população.

 Matéria da Agência IBGE Notícias:

https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/46172-consumo-de-cigarro-eletronico-cresce-entre-estudantes-de-13-a-17-anos

Conheça também a publicação mais recente com os resultados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar : 2024